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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Você é um residente ou visitante?

Estudando sobre tecnologias na aprendizagem, assisti a um vídeo de David White (https://www.youtube.com/watch?v=x9IMObcyKbo) muito interessante, que define, de acordo com a sua utilização da internet e o seu comportamento frente a este uso, os usuários em Visitantes ou Residentes online. 
Segundo estas definições, o Visitante online é aquele que faz seu login em suas contas de e-mail, rede social, blog, mas não está ali para interagir com muitos, na maioria das vezes está online mais por conta do trabalho. Tem pessoas que não gostam nem de se identificar online, eles entram buscam seus interesses e saem sem deixar vestígios. Também podem ser  anônimos ou ter nomes fictícios, podem também se identificar mas o fato é que Visitantes não tem uma personalidade digital.  Seus círculos são fechados e muitas das vezes formados por pessoas do trabalho, da escola ou de algum circulo próximo e bem conhecido. Eles não estão online para interagir com muitas pessoas mostrando suas ideias, seus pensamentos em relação a determinados assuntos, para discutir soluções para sua localidade.  Seriam esses os Visitantes.

Ao contrário do Residente, que tem uma identidade digital, ele vai ao Twitter, Facebook e outras redes informar e se informar, compartilhar utilidades públicas, debater produtivamente, mas sempre se identificando. Todos sabem quem ele é, porque está ali e quais suas convicções. O Residente interage positivamente e com certa frequência.
Aí você pode perguntar: e a segurança? Será que Residentes não correm risco de expor sua identidade? Não. Não é colocar na Web todas as suas informações, seu endereço, seus telefones, não se trata disso. Ter uma identidade digital é revelar quem você é, sua profissão, o que você pensa sobre o que está acontecendo no mundo, o que você tem feito para mudar alguma realidade, interagir com um maior número de pessoas que tenham assuntos afins com você, sobre sua profissão, sobre o o Estado ou País que você mora.

Segundo Eric Stoller em https://www.insidehighered.com/blogs/student-affairs-and-technology/digital-identity-development,  a maneira pela qual nos envolvemos, compartilhamos, promovemos e nos apresentamos online tornou-se uma faceta importante em muitas das nossas vidas. Não é mais vista como algo separado da "vida real", identidade digital de um indivíduo está intrinsecamente ligado à sua identidade global. Desenvolver a capacidade de utilizar os canais de comunicação / interação digital não é sobre a retórica empoeirada de "nativos" versus "imigrantes".

Para entendermos melhor, vamos pensar em uma Praça do Centro de uma cidade turística e muito visitada por pessoas de todos os lugares. 
Nesta praça têm pessoas que estão ali trabalhando, colegas de trabalho  ou de escola se divertindo depois do expediente ou até mesmo na hora do almoço ou lanche, tem pessoas pedindo ajuda para alguma causa importante, mostrando suas artes, sentados nas portas de suas casas, mas tem também àqueles que estão ali para visitar aquela cidade, esses passam sozinhos ou acompanhados dos seus. Eles apenas passam, podem passar várias vezes ali, mas não são dali, não se sabe quem são. Os primeiros podem ser comparados aos Residentes online e os do segundo exemplo aos Visitantes online.

E você? Como tem usado sua internet? De que forma acha melhor usar?

Aqui vai mais um vídeo de White sobre  o assunto:



sábado, 24 de março de 2012

TENDÊNCIA NEOLIBERAL NA GESTÃO ESCOLAR


       De acordo com PARO(2001), a administração escolar diverge da administração capitalista, tendo a especificidade de construção da humanidade do educando. Essa especificidade da educação cria divergência entre administração escolar e administração capitalista. Paro infere que a princípio na sociedade capitalista, a aula é considerada de fato o produto do processo de educação escolar, como serviço prestado pela escola, tanto público como particular e as avaliações são tanto boas ou ruins. Porém em um estudo mais ponderado podemos pensar que aula na verdade não é produto do trabalho, mas o próprio trabalho pedagógico.    
        Segundo GENTILI (2002), referindo-se a Castel (1997), mesmo depois de 20 anos de ajustes neoliberais ainda acontecem formas de exclusão escolar, destacando que há de se “educar na esperança em tempos de desencanto” (p.33). Ficam evidentes concepções que nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática, pois se faz necessário que este gestor promova formas de fazer com que a comunidade participe mais da vida escolar.
        Ao invés de juntar-se a escola para pressionar o estado, deixa-se manipular por políticas neoliberais que não estão nada preocupadas em sanar os problemas que marginalizam e excluem.
        As concepções presentes nos estudos de GENTILI nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática. A escola precisa envolver a comunidade para que a mesma possa participar mais.
        Nos reportando a CATANI & JÚNIOR (2000), que tratam da política e gestão da educação, ao citarem GRAMSCI, que diz: "Se quisermos de fato salvar a escola, não podemos nos contentar em administrar, precisamos dirigi-la”.  
        Segundo CATANI & JÚNIOR (2000), a crítica das escolas atuais expressa muito mais o passado do que o desafio do presente.
        A escola precisa  estruturar-se com alunos, professores, pais e familiares. Os agentes da gestão escolar e educacional deverão atuar muito mais como administradores do que dirigentes.
        Administrar bem, dirigir e governar as escolas são recursos de que necessitamos para a dimensão do trabalho.
        ESTEVÃO(2000)  coloca o gestor como líder , defensor da educação, no entanto, no domínio da educação deve haver espaço aberto para confronto democrático e escolar justos.
        A gestão é sujeito de contradição no sentido crítico quando não existe um contexto democrático, apostando assim na construção de uma escola de qualidade, subordinada a padrões de justiça e humanização onde todos participem.      
        Segundo ALEM (2002), o neoliberalismo trona-se domínio e responde a crise no Estado Nacional causado pelo processo de globalização com interligações crescentes por meio de comércio e tecnologia.
        É necessário que a reforma aconteça para que não venhamos ficar de fora desta nova ordem mundial; que tem como objetivo educação, escola, preparação para o trabalho, tornando a escola uma indústria cultural da informática.
        Acontecendo assim uma regressão na escola pública, na visão de ALEM(2002) vendo então alunos, pais e comunidade são vistos como consumidores. ”A escola não é um negócio qualquer, sim boa administração.” (p.52e53)
        É preciso que tenhamos uma gestão escolar preocupada em qualidade e os gestores e professores devem ser eficiente para competir no mercado. ...”Sempre com visão crítica direcionada as tendências presentes no sistema educacional...” (p.54e55). ALEM (2002).  

Referências bibliográficas

      SILVA, Celestino da. ET ALLI. Infância, Educação e           Neoliberalismo. 3ªed. São Paulo: Cortez, 2002. (coleção    questões da Nossa Época; V.61).
     GENTILI, Pablo. Educar na Esperança em tempos de desencanto. 2ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2002.
     NEVES, Lúcia M.W. Uma Nova divisão de trabalho na Educação. Rio de Janeiro: Papéis de Cópia, 1997. (p 77-105) Brasil, Ano 2000. 
     PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. Ática: São Paulo 2001.
     ALEM, Sônia Marrach. Infância, Educação e neoliberalismo. Cortez: São Paulo, 2002. 
     ALVES Alda Judith. Caderno de Pesquisa. São Paulo (77): 53-61, maio 1991. 

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