terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Plataforma Moodle


É uma sigla de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment. Foi criada em 1999 pelo australiano Martin Dougiamas. A Moodle é um  LMS, Learning Management System, ou seja,  um sistema de gestão da aprendizagem que possibilita a publicação de cursos online e outros conteúdos multimídia e que registra todo o acesso do aluno.
Esta é uma plataforma muito interessante, com boa usabilidade e tem grande utilização pelas instituições de ensino e grupos de estudo. 
É um software livre (sob a licença de software livre GNU Public license) que permite baixar, utilizar, copiar, modificar e redistribuir gratuitamente para a criação de cursos "on-line".
A Moodle pode ser instalada em qualquer ambiente que consiga executar a linguagem PHP.
Permite realizar vários tipos de atividades interativas com os alunos, sejam elas assíncronas ou síncronas, com ferramentas de interatividade (bate-papo, fórum, wiki etc.)
É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o mundo. Encontra-se disponível em diversos idiomas, inclusive em português.
Muitas instituições adaptam a plataforma aos seus próprios conteúdos,tanto para EaD como cursos presenciais.
Em 2013 foi disponibilizada a versão 2.3 e desde 2014 está disponível para download a mais nova versão estável do Moodle (2.8).


Acesse a Moodle

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Você é um residente ou visitante?

Estudando sobre tecnologias na aprendizagem, assisti a um vídeo de David White (https://www.youtube.com/watch?v=x9IMObcyKbo) muito interessante, que define, de acordo com a sua utilização da internet e o seu comportamento frente a este uso, os usuários em Visitantes ou Residentes online. 
Segundo estas definições, o Visitante online é aquele que faz seu login em suas contas de e-mail, rede social, blog, mas não está ali para interagir com muitos, na maioria das vezes está online mais por conta do trabalho. Tem pessoas que não gostam nem de se identificar online, eles entram buscam seus interesses e saem sem deixar vestígios. Também podem ser  anônimos ou ter nomes fictícios, podem também se identificar mas o fato é que Visitantes não tem uma personalidade digital.  Seus círculos são fechados e muitas das vezes formados por pessoas do trabalho, da escola ou de algum circulo próximo e bem conhecido. Eles não estão online para interagir com muitas pessoas mostrando suas ideias, seus pensamentos em relação a determinados assuntos, para discutir soluções para sua localidade.  Seriam esses os Visitantes.

Ao contrário do Residente, que tem uma identidade digital, ele vai ao Twitter, Facebook e outras redes informar e se informar, compartilhar utilidades públicas, debater produtivamente, mas sempre se identificando. Todos sabem quem ele é, porque está ali e quais suas convicções. O Residente interage positivamente e com certa frequência.
Aí você pode perguntar: e a segurança? Será que Residentes não correm risco de expor sua identidade? Não. Não é colocar na Web todas as suas informações, seu endereço, seus telefones, não se trata disso. Ter uma identidade digital é revelar quem você é, sua profissão, o que você pensa sobre o que está acontecendo no mundo, o que você tem feito para mudar alguma realidade, interagir com um maior número de pessoas que tenham assuntos afins com você, sobre sua profissão, sobre o o Estado ou País que você mora.

Segundo Eric Stoller em https://www.insidehighered.com/blogs/student-affairs-and-technology/digital-identity-development,  a maneira pela qual nos envolvemos, compartilhamos, promovemos e nos apresentamos online tornou-se uma faceta importante em muitas das nossas vidas. Não é mais vista como algo separado da "vida real", identidade digital de um indivíduo está intrinsecamente ligado à sua identidade global. Desenvolver a capacidade de utilizar os canais de comunicação / interação digital não é sobre a retórica empoeirada de "nativos" versus "imigrantes".

Para entendermos melhor, vamos pensar em uma Praça do Centro de uma cidade turística e muito visitada por pessoas de todos os lugares. 
Nesta praça têm pessoas que estão ali trabalhando, colegas de trabalho  ou de escola se divertindo depois do expediente ou até mesmo na hora do almoço ou lanche, tem pessoas pedindo ajuda para alguma causa importante, mostrando suas artes, sentados nas portas de suas casas, mas tem também àqueles que estão ali para visitar aquela cidade, esses passam sozinhos ou acompanhados dos seus. Eles apenas passam, podem passar várias vezes ali, mas não são dali, não se sabe quem são. Os primeiros podem ser comparados aos Residentes online e os do segundo exemplo aos Visitantes online.

E você? Como tem usado sua internet? De que forma acha melhor usar?

Aqui vai mais um vídeo de White sobre  o assunto:



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mooc: você sabe o que é?

Moocs são cursos geralmente gratuitos, via internet, que permitem a participação de uma grande quantidade de estudantes.

Mooc (lê-se muque ou em português: moque) é a abreviação de  Massive Open Online Course.

Com a expansão e consolidação da Educação à Distância, cada vez mais surgem novidades nesta área.

Os Moocs são a versão online daqueles cursos de extensão que são oferecidos na forma presencial por universidades, escolas e outras instituições, com o diferencial de poder matricular um número ilimitado de participantes.

Em 2009, foram organizados os primeiros MOOCs, com base na ideia dos conectivistas.

Conectivismo, segundo definição na Wikipédia, é uma teoria de aprendizagem utilizada em ciência da computação que se baseia na premissa de que o conhecimento existe no mundo ao contrário do que rezam outras Teorias da Aprendizagem que afirmam que simplesmente existe na cabeça de um indivíduo. A Teoria do Conectivismo foi desenvolvida por George Siemens e Stephen Downes.

Eu como adoro aprender, estou sempre matriculada em algum curso e com os Moocs minha vida ficou bem facilitada, assim posso estar matriculada em mais de um curso, os quais posso cursar na minha casa a partir do meu computador.

Mas a participação do Brasil ainda não é tão grande, desta forma você encontrará muito mais cursos em inglês do que na nossa língua portuguesa. 

MAS VALE A PENA!!! Aprender é sempre muito bom. Tem cursos de tudo e para todos os gostos.



Para quem ficou interessado, seguem alguns sites que eu utilizo e que concentram cursos Moocs para você escolher.  Bons estudos!







Mais leituras:



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tecnologias na Aprendizagem

Tecnologias na Aprendizagem

Em tempos atuais, não há como não considerar o uso das tecnologias para qualquer atividade, não é verdade? Afinal, elas estão presentes em todos os momentos do nosso cotidiano. 

No passado, não tão distante assim, era muito comum presenciar pessoas com lápis ou canetas fazendo anotações em cadernos, agendas, livros, outras registrando seus pensamentos, escrevendo suas cartas, realizando seus planejamentos, corrigindo provas e muitas outras atividades que exigem a escrita. Porém, atualmente, este cenário vem modificando dia após dia, cartas quase não são mais escritas à caneta, pois tal comunicação foi substituída pelos e-mails, comunicação pela Internet e grande utilização de redes sociais. Os cadernos de pensamentos e diários deram lugar aos blogs e também redes sociais. Com o advento da EaD - Educação a Distância ou semi presencial - muitas provas são aplicadas online, o que também reduz as correções à caneta. Enfim, são muitas as utilizações para as tecnologias atuais.

Bem... vamos refletir um pouco?

Como a escola tem, se tem,  trabalhado com estas tecnologias? Ignorando-as dentro de sala de aula ou aliando o trabalho pedagógico a elas?

E como anda o acesso às tecnologias no Brasil? E a nível escolar? As escolas têm acompanhado as mudanças ocorridas na sociedade? O que precisa ser feito ainda?

Enquanto pensamos nestas questões,  vamos conhecer um pouco de como a utilização de algumas ferramentas que permitem que as tecnologias possam ser utilizadas a favor da educação e do trabalho pedagógico.



  • Blogs - são páginas onde pessoas escrevem sobre diversos assuntos de seus interesses e publicam na internet para que outros leiam, opinem, deixem recados e etc. Esta é uma ferramenta que o professor pode utilizar com seus alunos seja como fonte de pesquisas, como debates de assuntos que foram ou serão trabalhados com eles, criar enquetes, e outros usos que o professor e sua turma encontrarem para dinamizar e enriquecer as aulas ;



  • Site - é um conjunto de páginas que oferecem informações específicas, é uma ótima fonte de pesquisa, desde que analisado cuidadosamente para conferir sua confiabilidade, assim como qualquer outra fonte de pesquisa;



  • Redes Sociais Online - são redes formadas por pessoas com interesses diversos, por exemplo: profissionais, relacionamentos, jogadores, trocadores de coisas (tipo vizinho online), etc.  As redes de relacionamentos tem virado febre atualmente, as pessoas vivem conectadas postando, adicionando, comentando, compartilhando;
E o professor pode "entrar nessa onda" também, aproveitando o grande interesse que essas redes proporcionam e associá-las ao seu trabalho pedagógico. Podem ser criados grupos para determinados assuntos ou disciplinas para debates extra-sala ou até mesmo dentro de sala. Também podem ser fontes de consultas.



  • Sistema de Respostas de alunos - são ferramentas que permitem que o professor crie questões e deixem em aberto para os alunos responderem por um tempo determinado. Pode-se criar também conferências;



  • Wikipédia - é um site que é construído colaborativamente. é um projeto que permite que qualquer pessoa com login crie e melhore os textos formando uma grande enciclopédia. Pode ser utilizado como um ponto de partida para consultas;



  • Google Docs - é um conjunto de aplicativos da Google que tem o objetivo de criar documentos online de forma colaborativa em tempo real sem precisar salvar em um computador, fica tudo online para quem você estipular acessar. É um ótima ferramenta para criar textos coletivos em sala e outras atividades nas quais os alunos possam ao mesmo tempo dar suas contribuições;



  • Plataforma Moodle - é um ambiente virtual de aprendizagem - AVA - gratuito, que  são utilizados para a criação de cursos online. Pode ser utilizado para cursos de educação a distância ou para explorar determinados assuntos com mais profundidade;



  • E-mail - também é um ótimo recurso para contactar e interagir com os alunos, quer sejam da educação a distancia ou do ensino regular.

Essas são algumas ferramentas que podem aprimorar e muito as aulas, dinamizando-as e fazendo com que os alunos tenham mais interesse e prazer na aprendizagem.

Até o próximo post,
Miriele

Mais leituras:

http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/07/novas-tecnologias-facilitam-aprendizagem-escolar
http://www.sfm.pt/elearning/moodle-plataforma-moodle/
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FBackchannel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Boas-vindas
http://www.google.com/docs/about/


http://turningtechnologies.com.br/br/sistemas-de-resposta-interativa/visao-geral-de-tecnologias/item/171-que-sao-sistemas-de-resposta-dos-alunos

sábado, 24 de março de 2012

TENDÊNCIA NEOLIBERAL NA GESTÃO ESCOLAR


       De acordo com PARO(2001), a administração escolar diverge da administração capitalista, tendo a especificidade de construção da humanidade do educando. Essa especificidade da educação cria divergência entre administração escolar e administração capitalista. Paro infere que a princípio na sociedade capitalista, a aula é considerada de fato o produto do processo de educação escolar, como serviço prestado pela escola, tanto público como particular e as avaliações são tanto boas ou ruins. Porém em um estudo mais ponderado podemos pensar que aula na verdade não é produto do trabalho, mas o próprio trabalho pedagógico.    
        Segundo GENTILI (2002), referindo-se a Castel (1997), mesmo depois de 20 anos de ajustes neoliberais ainda acontecem formas de exclusão escolar, destacando que há de se “educar na esperança em tempos de desencanto” (p.33). Ficam evidentes concepções que nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática, pois se faz necessário que este gestor promova formas de fazer com que a comunidade participe mais da vida escolar.
        Ao invés de juntar-se a escola para pressionar o estado, deixa-se manipular por políticas neoliberais que não estão nada preocupadas em sanar os problemas que marginalizam e excluem.
        As concepções presentes nos estudos de GENTILI nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática. A escola precisa envolver a comunidade para que a mesma possa participar mais.
        Nos reportando a CATANI & JÚNIOR (2000), que tratam da política e gestão da educação, ao citarem GRAMSCI, que diz: "Se quisermos de fato salvar a escola, não podemos nos contentar em administrar, precisamos dirigi-la”.  
        Segundo CATANI & JÚNIOR (2000), a crítica das escolas atuais expressa muito mais o passado do que o desafio do presente.
        A escola precisa  estruturar-se com alunos, professores, pais e familiares. Os agentes da gestão escolar e educacional deverão atuar muito mais como administradores do que dirigentes.
        Administrar bem, dirigir e governar as escolas são recursos de que necessitamos para a dimensão do trabalho.
        ESTEVÃO(2000)  coloca o gestor como líder , defensor da educação, no entanto, no domínio da educação deve haver espaço aberto para confronto democrático e escolar justos.
        A gestão é sujeito de contradição no sentido crítico quando não existe um contexto democrático, apostando assim na construção de uma escola de qualidade, subordinada a padrões de justiça e humanização onde todos participem.      
        Segundo ALEM (2002), o neoliberalismo trona-se domínio e responde a crise no Estado Nacional causado pelo processo de globalização com interligações crescentes por meio de comércio e tecnologia.
        É necessário que a reforma aconteça para que não venhamos ficar de fora desta nova ordem mundial; que tem como objetivo educação, escola, preparação para o trabalho, tornando a escola uma indústria cultural da informática.
        Acontecendo assim uma regressão na escola pública, na visão de ALEM(2002) vendo então alunos, pais e comunidade são vistos como consumidores. ”A escola não é um negócio qualquer, sim boa administração.” (p.52e53)
        É preciso que tenhamos uma gestão escolar preocupada em qualidade e os gestores e professores devem ser eficiente para competir no mercado. ...”Sempre com visão crítica direcionada as tendências presentes no sistema educacional...” (p.54e55). ALEM (2002).  

Referências bibliográficas

      SILVA, Celestino da. ET ALLI. Infância, Educação e           Neoliberalismo. 3ªed. São Paulo: Cortez, 2002. (coleção    questões da Nossa Época; V.61).
     GENTILI, Pablo. Educar na Esperança em tempos de desencanto. 2ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2002.
     NEVES, Lúcia M.W. Uma Nova divisão de trabalho na Educação. Rio de Janeiro: Papéis de Cópia, 1997. (p 77-105) Brasil, Ano 2000. 
     PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. Ática: São Paulo 2001.
     ALEM, Sônia Marrach. Infância, Educação e neoliberalismo. Cortez: São Paulo, 2002. 
     ALVES Alda Judith. Caderno de Pesquisa. São Paulo (77): 53-61, maio 1991. 

sábado, 10 de março de 2012

Atribuições de um tutor de EaD




Olá pessoal!

Como nosso post anterior abordou sobre o tutor de EaD, ou seja, aquela pessoa que acompanha o estudante de Educação a Distância durante todo o processo de aprendizagem, estou postando agora um termo de compromisso de um tutor de EaD que define bem quais as atribuições que este profissional possui.

Espero que gostem!



Termo de Compromisso do tutor de EAD

Quanto ao desenvolvimento da autonomia do aluno, tão importante para o processo de aprendizagem na EAD, comprometo-me a:

• Não oferecer respostas prontas orientando e estimulando meu aluno a encontrar suas próprias respostas.
• Apoiar sempre meu aluno fazendo-o entender como se dá aprendizagem em EAD, inclusive minha atuação enquanto tutora.
• Instigar o aluno com questões estimulantes.
• Conhecer o perfil do aluno e contextualizar os conteúdos de acordo com seus interesses, crenças e gostos pessoais, estimulando assim a sua participação nos debates.
• Estimular o aluno a justificar seu argumento;
• Controlar as discussões, evitando que as mesmas sigam caminhos contrários ao do tema proposto;
• Indicar outras fontes bibliográficas.
• Ajudar os alunos a superar dúvidas e limitações;
• Estimular a autonomia.
• Promover a interatividade.
• Perceber o silêncio virtual e incentivar a participação do aluno.


Miriele

sexta-feira, 9 de março de 2012

AVALIAR


        Avaliar é um ato que deve considerar os aspectos qualitativos sobre os quantitativos dentro do processo de ensino e aprendizagem. Não se avalia para excluir, pelo contrário, avalia-se para zelar que todos estejam inseridos no processo, inclusive, provendo meios para que isto se concretize da melhor
forma possível.

           “A avaliação na educação a distância deve atender a algumas características, e principalmente, ser planejada em função de seus objetivos. Dessa forma espera-se alcançar uma avaliação de qualidade, dando feedback
aos alunos e ao professor.” (Garcia)
Segundo Luckesi, a avaliação tem o objetivo não só de constatar a quantidade de conhecimentos adquiridos pelo aluno sobre determinado conteúdo, até porque isto seria difícil, mas ajudar o aluno a construir seus
conhecimentos. Logo, a EAD conta com ferramentas capazes de contribuir para esta concepção de avaliação.

            Perguntas auxiliares ou orientações para a tutoria:

1. O que deve ser avaliado em EAD?
2. Que instrumentos utilizar numa avaliação de EAD?
3. Qual a relevância dos fóruns neste contexto de avaliação?
4. Qual a importância das avaliações presenciais nos cursos de EAD?
5. Você considera a utilização de feedbacks uma boa estratégia de avaliação
em EAD?

Miriele