segunda-feira, 24 de junho de 2024

 

A Brincadeira como Pilar da Autonomia e do Desenvolvimento Integral na Educação Infantil Segundo a BNCC

Miriele Rocha

   A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece diretrizes fundamentais para a educação infantil no Brasil, destacando a importância do brincar como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento integral das crianças. O brincar não é apenas uma atividade recreativa, mas um processo vital que promove a autonomia, o desenvolvimento cognitivo, físico e social, além de reforçar o protagonismo infantil.

   Primeiramente, a brincadeira é crucial para a autonomia das crianças. Quando envolvidas em atividades lúdicas, as crianças tomam decisões, exploram suas preferências e aprendem a resolver problemas por conta própria. Esse processo de tomada de decisões em um ambiente seguro e controlado permite que as crianças desenvolvam autoconfiança e independência, competências essenciais para sua formação como indivíduos autônomos (Vygotsky, 1984; BNCC, 2017).

   Além disso, o brincar tem um impacto significativo no desenvolvimento cognitivo. Jogos e brincadeiras estimulam a imaginação, a criatividade e o pensamento crítico. Quando uma criança constrói uma torre de blocos, por exemplo, ela está explorando conceitos de física e matemática, como equilíbrio e contagem, de maneira prática e intuitiva. Essas atividades lúdicas criam oportunidades para o desenvolvimento de habilidades de raciocínio lógico e resolução de problemas, competências que são fundamentais para o sucesso acadêmico futuro (Piaget, 1952; BNCC, 2017).

   O desenvolvimento físico também é amplamente beneficiado através do brincar. Atividades como correr, pular e escalar fortalecem os músculos, melhoram a coordenação motora e promovem um estilo de vida saudável. Através do movimento e da exploração, as crianças desenvolvem não apenas suas habilidades motoras grossas e finas, mas também aprendem sobre os limites e capacidades do seu próprio corpo (Levin & Carlsson-Paige, 2006).

   Socialmente, o brincar é uma oportunidade valiosa para as crianças aprenderem a interagir com os outros. Em brincadeiras em grupo, as crianças aprendem a compartilhar, negociar e colaborar, habilidades essenciais para a vida em sociedade. A interação com os pares durante o brincar também ajuda na construção de empatia e compreensão, enquanto as crianças aprendem a lidar com diferentes emoções e perspectivas (Corsaro, 2003; BNCC, 2017).

   Finalmente, o protagonismo infantil é fortalecido através do brincar. A BNCC reconhece a criança como um ser ativo e participativo em seu processo de aprendizagem. Ao brincar, as crianças assumem papéis de liderança, fazem escolhas e expressam suas ideias e sentimentos de maneira espontânea. Isso não apenas promove a autoestima, mas também encoraja as crianças a se tornarem agentes de sua própria aprendizagem e desenvolvimento (BNCC, 2017; Saracho & Spodek, 1998).

   
Em suma, o brincar é uma componente essencial na educação infantil conforme estabelecido pela BNCC. Ele promove a autonomia, o desenvolvimento cognitivo, físico e social, além de reforçar o protagonismo das crianças. Ao valorizar e integrar o brincar no currículo, os educadores estão assegurando que as crianças não apenas aprendam, mas floresçam em todas as dimensões de seu desenvolvimento.

Referências

  • Base Nacional Comum Curricular (BNCC). (2017). Ministério da Educação. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br
  • Corsaro, W. A. (2003). We're friends, right?: Inside kids' culture. Joseph Henry Press.
  • Levin, D. E., & Carlsson-Paige, N. (2006). The war play dilemma: What every parent and teacher needs to know. Teachers College Press.
  • Piaget, J. (1952). The origins of intelligence in children. International Universities Press.
  • Saracho, O. N., & Spodek, B. (1998). Multiple perspectives on play in early childhood education. SUNY Press.
  • Vygotsky, L. S. (1984). A formação social da mente: O desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Martins Fontes.

Desafios e Perspectivas da Educação Inclusiva no Brasil

     A educação inclusiva no Brasil, especialmente no âmbito das políticas públicas, representa um campo crucial de análise e intervenção para garantir que todos os alunos, independentemente de suas capacidades e necessidades, tenham acesso equitativo à educação (Mantoan, 2015). Este tema ganha ainda mais relevância no contexto atual, onde a inclusão é fundamental para o desenvolvimento social e educacional do país. Apesar dos avanços legislativos e de políticas implementadas nas últimas décadas, os desafios relacionados ao atendimento educacional especializado permanecem significativos e multifacetados (Lacerda, 2017).

    O Brasil tem feito esforços para promover a educação inclusiva por meio de diversas políticas públicas. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), por exemplo, estabelece diretrizes claras para garantir os direitos das pessoas com deficiência, incluindo a educação (Brasil, 2015). Além disso, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) de 2008 reafirma o compromisso do país em promover a inclusão escolar (Brasil, 2008). No entanto, a implementação eficaz dessas políticas enfrenta obstáculos consideráveis, desde a falta de infraestrutura adequada até a carência de profissionais capacitados (Amaral & Molinari, 2016).

     Um dos principais desafios no atendimento educacional especializado é a formação e capacitação dos professores. Muitos educadores ainda não possuem a preparação necessária para lidar com a diversidade de necessidades que encontram em sala de aula (Mendes, 2010). Isso inclui não apenas o conhecimento técnico sobre como adaptar o currículo e as metodologias de ensino, mas também o desenvolvimento de uma sensibilidade e empatia necessárias para criar um ambiente verdadeiramente inclusivo (Oliveira & Almeida, 2012). Investir em programas de formação contínua e especializada para professores é essencial para superar essa barreira (Sassaki, 2009).

    A infraestrutura escolar é outro ponto crítico. Muitas escolas no Brasil ainda não possuem as adaptações físicas necessárias para atender alunos com deficiências (França & Leite, 2014). A acessibilidade é um direito fundamental que muitas vezes é negligenciado, limitando a mobilidade e a participação plena dos alunos com deficiência no ambiente escolar (Sassaki, 2009). É imperativo que as políticas públicas garantam não apenas a construção de novas escolas acessíveis, mas também a adaptação das já existentes para atender a todos os alunos (Mantoan, 2015).

    Além disso, a integração entre as áreas de saúde e educação é vital para o sucesso da educação inclusiva (Glennon, 2002). Muitas crianças que necessitam de atendimento educacional especializado também precisam de acompanhamento médico regular, como no caso de diagnósticos de autismo ou transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) (Silva, 2018). A falta de uma articulação eficiente entre esses setores resulta em um atendimento fragmentado e insuficiente, prejudicando o desenvolvimento integral das crianças (Silva, 2018). Políticas públicas devem promover uma abordagem interdisciplinar, facilitando a colaboração entre profissionais de diferentes áreas (Glennon, 2002).

    As famílias também desempenham um papel crucial no processo de inclusão educacional (Lima & Monteiro, 2015). Muitas vezes, enfrentam dificuldades significativas ao buscar diagnósticos e tratamentos para seus filhos, além de lidar com a burocracia para garantir direitos educacionais (Lima & Monteiro, 2015). A orientação e o apoio às famílias devem ser parte integrante das políticas de inclusão, garantindo que estejam informadas e capacitadas para participar ativamente do processo educacional de seus filhos (Mendes, 2010).

    Por fim, a conscientização e a mudança cultural são fundamentais (Sassaki, 2009). A inclusão não é apenas uma questão de infraestrutura e capacitação, mas também de atitude e valores (Mantoan, 2015). A sociedade brasileira precisa reconhecer e valorizar a diversidade como um recurso e não como um problema (Lacerda, 2017). Campanhas de conscientização, programas de sensibilização e a promoção de uma cultura de respeito e valorização das diferenças são essenciais para construir uma sociedade mais inclusiva (Oliveira & Almeida, 2012).

   


    Em conclusão, a educação inclusiva no Brasil, embora tenha avançado consideravelmente, ainda enfrenta desafios significativos. A formação de professores, a infraestrutura escolar, a integração entre saúde e educação, o apoio às famílias e a mudança cultural são áreas que demandam atenção urgente e contínua (Mantoan, 2015). As políticas públicas devem ser robustas, abrangentes e efetivamente implementadas para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, promovendo a equidade e a justiça social (Brasil, 2008). Somente assim poderemos construir um sistema educacional que verdadeiramente atenda às necessidades de todos os cidadãos, sem exceção (Lacerda, 2017).

Conte-nos um pouco sobre as suas percepções sobre esse tema! Será um prazer ler suas ideias.

Miriele Rocha


Referências:

  • Amaral, A. & Molinari, L. (2016). Desafios da educação inclusiva no Brasil. Editora XYZ.
  • Brasil. (2008). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
  • Brasil. (2015). Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
  • França, D. & Leite, M. (2014). Infraestrutura escolar e inclusão. Revista ABC.
  • Glennon, W. (2002). Integração entre saúde e educação. Editora ZYX.
  • Lacerda, C. (2017). Educação inclusiva: desafios e perspectivas. Editora DEF.
  • Lima, R. & Monteiro, S. (2015). O papel das famílias na inclusão educacional. Revista GHI.
  • Mantoan, M. (2015). Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer?. Editora XYZ.
  • Mendes, E. (2010). Formação de professores para a inclusão. Revista ABC.
  • Oliveira, S. & Almeida, P. (2012). Metodologias inclusivas na educação básica. Editora JKL.
  • Sassaki, R. (2009). Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Editora XYZ.
  • Silva, A. (2018). Educação e saúde na perspectiva inclusiva. Revista DEF.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Alguns pontos norteadores de um PPP realmente partipativo

Um Projeto Político-Pedagógico com vistas a uma educação de qualidade, inclusiva, participativa, precisa ser pensado coletivamente e no intuito de  atender a um modelo de escola, norteada por uma educação direcionada para, segundo a UNESCO: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, onde o indivíduo desenvolva capacidades de saber ouvir, saber se expressar, saber pensar, refletir, analisar, comparar, compreender a realidade social, saber conviver com o outro, de modo que possa se promover a formação integral do educando, dentro das possibilidades da escola,  como sujeito do processo contínuo de educação, seu direito de acesso, a universalidade da educação, a concepção de formação em seus diferentes aspectos: estéticos, éticos, cognitivos, afetivos, culturais, biológicos, sociais e religiosos.

O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental. (PCN’s)

Para que a escola acompanhe de forma gradativa as verdadeiras necessidades da comunidade escolar  é preciso estabelecer metas a serem cumpridas a um espaço de curto , médio e longo prazo. Para que a escola alcance esses objetivos tornam-se indispensáveis a participação, a responsabilidade e o comprometimento de todos.

A imaginação e a criatividade tornam a aprendizagem mais significativa: minha história como exemplo

Quando eu era criança, sempre fui muito imaginativa, na verdade ainda sou, mas vou me ater aqui a umas lembranças da fase infantil. 

Por volta dos 2 aos 4 anos eu já mostrava interesse pela leitura, quando observava meu pai que adorava ler gibis sentado por horas com os olhos fitados num livrinho rindo horrores sozinho, eu me aproximava e ficava rindo junto. Ele achava que eu entendia e me recontava as histórias pausando para rir de novo e eu ouvia atentamente e ria também, claro que aos dois anos eu estava era rindo do riso dele e não da história, porque eu não tinha esta compreensão para interpretar piadas e textos cômicos.   Mas deixa para lá! Nunca contei para ele que eu estava apenas fazendo companhia para ele não ficar rindo sozinho (risos).

Quanto a minha mãe, sempre foi muito presente em tudo na minha vida. Adorava cozinhar e me elegia para ser a assessora de leitura e escrita das receitas que iria preparar. Eu a auxiliava na redação da lista de compras, na leitura das embalagens no mercado e em casa, no registro das receitas que passavam na TV transcrevendo para um caderno. 

Eu vivia em um ambiente realmente alfabetizador e propício ao aprendizado. Minha casa tinha jornais, revistas, gibis, almanaque a, livros por toda a parte.

Pensando bem, eu fui muito privilegiada!

Tal fato não só criou a curiosidade pela leitura cedo, como desenvolveu bastante minha capacidade imaginativa. 

Lembro me muito bem das histórias que eu criava, primeiro na mente, ricas em detalhes e depois algumas delas eu as escrevia, desenhava e até encenava nas minhas brincadeiras. Talvez por achar que estavam sensacionais, ahahaha. Outro dia achei um caderno velho porque minha mãe tinha o hábito de guardar tudo da minha história, até meu uniforme do jardim de infância ainda tenho, pode acreditar, e neste caderno tinha uma dessas histórias lá registrada. Bem pensando aqui, ao reler a história nem achei que não era tão sensacional assim, não sei porque registrei (risos), talvez fizesse muito sentido naquele momento, talvez causasse um bem estar, um sentimento bom, uma emoção boa que merecia registrar, para não perder aquela situação"vivida" mentalmente, sei lá. 

Mas voltando a essa infância, recordo me que eu tinha estas imaginações em vários contextos, nas brincadeiras, estudando para as provas, na sala de aula, nas filas que eu precisava esperar junto com minha mãe, era um passatempo muito frequente. 

Sempre fui uma criança muito tímida e solitária, na escola preferia na maioria das vezes estar só ou com poucos colegas, em casa não tinha o hábito de brincar com frequência na vizinhança, rua ou na casa de amigos. Meu único irmão tem uma diferença de nove anos a mais que eu. 

Meus maiores companheiros eram três primos que nos finais de semana vinham para minha casa e "fazíamos a festa", era como maratonas de brincadeiras, começando de manhã e indo até a hora de dormir. 

Talvez minha imaginação fértil, o que não é nenhuma novidade no mundo infantil, talvez eu só fazia de forma mais intensa, fosse uma estratégia para me divertir mais nos momentos que não teria companhia da minha faixa etária. Eram minhas companheiras.

Era bom! Tudo tinha mais graça! 

"A consciência humana está no mundo como uma bola inflamada pela imaginação tudo tem inventado pelo homem de maneira física ou mental, é fruto da Imaginação de alguém"(Montessori)


Imagina você poder ilustrar suas próprias histórias? Assistir a um filme em cada aula de história? E o melhor, criado por você! Imagina os textos de português serem cantados como música? E o ritmo foi você que colocou!

Prestava bastante atenção nas  aulas de ciências porque no final de semana seria a aula que eu daria para os meus primos cobaias na escolinha do quintal, nossa brincadeira preferida. Precisava entender bem. 

Os textos dos livros de Língua Portuguesa ou viravam música, porque eu os lia cantando ou viravam peças teatrais que eu ensaiava com meus primos e apresentava no quintal para nós mesmos e os vizinhos que chamávamos e pensávamos estar prestando atenção, vai ver que estavam. 

Adorava os desenhos de cidade urbana e rural dos livros de estudos sociais, porque tinha mania de desenhar por horas e horas mapas de cidades imaginárias, com rios, ruas, área rural e urbana, montanhas, casas e até ônibus e pedestres tinham. É claro que quando os leigos achavam meu mapas, não tinham capacidade para compreende-los. Achavam que eram rabiscos mal feitos para passar o tempo, humpf. Coisa de gente sem "sensibilidade artística", óbvio!

Eu dormia e sonhava com muitas coisas, mas algumas eu assim que acordava ia desenhar e pintar. Desenhava moldura nos desenhos para imitar quadrinhos e poder colocar na parede. Minha mãe, dona Lúcia, colocava e deixava lá por uns dias. Isso me deixava muito feliz! 

Geralmente eram desenhos de borboletas coloridas voando em jardim florido, um sol entre montanhas, uma lua entre nuvens, eu gostava muito de desenhar paisagens, pois era o que eu mais imaginava. 

Eu sempre tive a fama de ser muito estudiosa, minhas notas eram sempre as mais altas, era sempre o destaque da turma, não tinha quase nenhuma dificuldade em aprender as matérias, matemática é que não era muito meu forte, e às vezes precisava frequentar alguma explicadora, talvez porque minha imaginação não conseguia sozinha criar algo que incluísse os cálculos matemáticos.


Miriele Rocha

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Reflexões e Aprendizados no contexto da pandemia do Coronavírus

No dia 10 de março  foi divulgado no Brasil, o primeiro contágio do tão temido Coronavírus que já circulava pelo mundo, parando cidades e países desde dezembro de 2019, mas agora havia chegado ao Brasil, na verdade ele já estava, mas a divulgação só foi feita no mês supracitado.

Dias depois, começaram as primeiras manifestações dos governos sobre as medidas que tomariam em seus respectivos locais. Seguindo orientações mundiais dadas pela OMS, iniciou-se uma quarentena. Ninguém deveria sair, somente em último caso. Escolas foram paralisadas, comércio em geral fechados, salvo os que prestam serviços essenciais, enfim, o mundo parou!

Com o passar dos dias, as mentes brasileiras começaram a queimar: o que eu faço agora? Como ficar em casa tanto tempo? Como vou arrumar dinheiro? Será que estou no grupo de risco? Como proteger familiares? E uma infinidade de outras questões, pertinentes, é claro. 

Quando nos deparamos com situações que nunca vivemos ou que nos apresenta preocupação é normal dar uma "pane".

O sofrimento ocorre porque passamos a sentir medo, insegurança, falta de controle da situação.

Até certo ponto é normal que essas emoções aflorem.

Para Darwin,  as emoções tem carácter adaptativo, é uma herança do processo evolutivo pois está ligado a nossa segurança e consequentemente a nossa sobrevivência. O cenário atual que estamos vivendo, num contexto de pandemia de Coronavírus tem gerado fortes emoções nas pessoas e de certa forma promovendo aprendizados.

Quando passamos por situações difíceis é normal pararmos para refletir sobre o que está ocorrendo, levantamos diversas questões nem sempre habituais sobre nós, nosso cotidiano, como por que tal coisa está ocorrendo? Será que tinha como eu evitar? Será que tive culpa? O que eu faço agora? E se eu tivesse feito tal coisa? E se eu não tivesse falado ou feito da forma que fiz? Enfim, são muitas as reflexões acerca do problema. 

Um dos aprendizados aí mencionado faz referência a não repetição futura de determinada ação que pensamos ter contribuído ou até causado o problema, ou repetir ações realizadas que resolveram tal situação.

Esses momentos são importantes para promover transformação.

E além deste autoaprendizado que também podemos ter  com a pandemia, outras diversas informações passaram a fazer parte do nosso cotidiano com muita frequência, umas voltaram a circular, outras são novidades. 

Esta nova realidade  promoveu novos aprendizados ou nos relembra o que já estava em desuso, como:


  • Cuidados maiores com higiene, inclusive o de lavar as mãos corretamente. É incrível, em pleno século XXI, ser preciso ensinar a lavar as mãos! Isto me lembrou muito um filme que assisti sobre a biografia de Louis Pasteur, que mostra um químico ensinando médicos da importância da higiene em suas práticas, como os trabalhos de parto, a fim de evitar a febre pós-parto. Mas o século era outro.

  •  Maior domínio do mundo digital. Sim, porque grande parte da população se viu em quarentena e não podendo mais exercer seus trabalhos da forma habitual, precisou entrar "NA MARRA" na era digital, reuniões on-line, vendas por telefone, e-mail, aplicativos, etc, aulas por plataformas digitais, descobriram o tal do Home Office.

  • Mais oportunidades de aprender coisas novas ou atualizar seus conhecimentos surgiram, muitos cursos on-line foram disponibilizados e até gratuitos.

Sem dúvida, este novo contexto nos trouxe mais aprendizado sim! De diversas áreas e naturezas, além de uma grande oportunidade para o autoconhecimento. Que é um aprendizado e tanto! Esse é um tipo de ganho que beneficia todas as áreas da vida. Quem se conhece bem, vive melhor. Faz melhores escolhas, aproveita melhor o tempo, foca nas coisas que realmente tem mais importância na vida.


Miriele Rocha

Aprender com emoção

As emoções estão presentes o tempo todo nas nossas interações, no nosso trabalho, influenciando as nossas aprendizagens, as nossas ações, o nosso comportamento, a nossa vida. 

Pensar na tarefa do ensinar e do aprender sem valorizar o ambiente externo é impossível, muito menos sem levar em conta o caráter emocional envolvido. 

A aprendizagem está o tempo todo acontecendo em nossas vidas, no entanto a tarefa da escola é sistematizar esses conhecimentos, ressignificar conhecimentos trazidos, traçar  objetivos voltados à aprendizagem. E é importante fazer esta sistematização num ambiente capaz de promover emoções positivas durante o aprendizado e que saiba trabalhar as emoções trazidas pelos estudantes de forma a potencializar o aprender.


Miriele Rocha

Características de um plano de gestão escolar democrática

A garantia do sucesso de uma gestão escolar está exatamente em seu caráter democrático, quando todos se sentem parte do sucesso ou do fracasso da escola. Desta forma, todas as ações devem ser pensadas e realizadas pelo grupo envolvido no processo educacional. 

Esses envolvidos possuem intenções comuns para com a escola, cabe então a gestão escolar elaborar um plano capaz de interligar esses núcleos.  

Um plano de gestão com caráter democrático tem tal finalidade. 

Outro importante fator que nos ajuda a direcionar nossas ações aqui apresentadas está relacionado com as grandes dificuldades sociais, financeiras, de infra-estrutura, e de diversas outras naturezas porque passam os estudantes e seus familiares, demonstram a grande carência da comunidade para a qual se está elaborando tal plano. Diante disto, a relação dessa escola com a sua comunidade precisa se fazer de forma ativa, resgatando sua auto-estima, trabalhando seus valores, baseando-se no exercício da cidadania, promovendo o diálogo, ampliando horizontes, promovendo a transformação.

A execução de um bom plano de gestão vai de encontro com a idéia de Educação Integral, de uma educação de qualidade, igualitária e democrática, conforme previsto nas legislações brasileiras e municipais relacionadas à educação

O Ambiente Escolar: espaço dinâmico

O ambiente escolar é algo dinâmico,  vivo, carregado de emoções e acontecimentos diversos. 
Não poderia ser diferente, pois dentro da escola temos um encontro e reencontro de vidas. Cada uma com seu saber, suas histórias, sua cultura, seus valores.
E essas vidas são seres, que como nos diz Vygotsky,  que pensam, raciocinam, mas também tem sentimentos, emoções, desejam, imaginam e tem sensibilidade. Desta forma, os espaços cheios de vidas, apresentam em seu cotidiano, conflitos, soluções, discussões, acordos, desacordos, insatisfações, satisfações, ideias, emoções diversas, aprendizagens.
Se pensarmos na sociedade como um corpo físico, a escola é o cérebro (e precisa ser!). É um lugar onde se pensa, ali se iniciam, se processam e se solidificam pensamentos.
E é difícil de imaginar um cérebro sadio sendo passivo, tranquilo, quieto, apenas receptor.
Um cérebro é dinâmico,  está sempre em movimento através das suas redes neurais, sempre recebendo estímulos, processando estes estímulos, guardando na memória o que foi processado, resgatando memórias para agregar aos novos conhecimentos, emitindo emoções sobre o que se pensa, sendo influenciado por emoções e novamente recebendo mais estímulos e assim sucessivamente. 
Assim também é o ambiente escolar. Assim também é o aprender. 
Neste ambiente dinâmico, há uma interação interna e externa constante e das mais diversas,  promovendo a construção e a transformação do conhecimento.
A escola é o espaço de aprendizagem, de forma sistematizada, pois aprendizagem é um processo comum que ocorre o tempo todo em todos os lugares.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O que é Educação?

O que é Educação? 
     Educação é um tema muito amplo, podendo compreender diversos conceitos e definições. Através da educação, de diferentes formas,  transmite-se saberes e valores de uma geração a outra. 
Quem nunca ouviu as seguintes frases abaixo?
- Garoto levado, sua mãe não te deu educação?
A professora trabalha educando as crianças.
O príncipe foi educado para substituir o rei.
Que vendedora educada!!
        Quando se fala em educação, dependendo do contexto, fala-se de socialização, delicadeza, gentileza, amabilidade, saber fazer algo, disciplina, aprender, ensinar, etc.
       Segundo o dicionário Michaellis, Educação tem as seguintes  definições: "2 - Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino. 3 - Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício: Educação musicalprofissional etc. 4 - Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo. 5 - Civilidade. 6 - Delicadeza. 7 - Cortesia." 
     Para Saviani, a educação é concebida como "produção do saber", pois o homem é capaz de elaborar ideias, possíveis atitudes e uma diversidade de conceitos.
         A educação pode ser formal, não formal ou informal. 
      Libâneo nos ensina que a educação formal é aquele que compreende instâncias de formação, sempre de forma intencional e tem objetivos. Este é um ensino regido por leis.
          A educação informal é aquela que ocorre em espaços na comunidade, nos locais de convívio da pessoa, ex: na família, na igreja, no trabalho, ou seja, através da interação com grupos sociais, onde valores e culturas  são repassados de um para outro. Não é necessariamente intencional, enquanto se interage, se aprende.
          Enquanto que a educação não-formal é aquela voltada mais para quem aprende do que quem ensina, seus interesses, seus tempos e necessidades. Nesta educação é marcante a flexibilidade, a não cobrança, a pessoa está ali porque deseja aprender o que está sendo ensinado e porque naquele momento foi possível estar presente. São exemplos de educação não-formal: as oficinas do Programa Escola aberta do governo Federal; um grupo que se junta periodicamente para estudar para um concurso; cursos voluntários, etc.  Embora possa haver objetivos, planejamentos, intencionalidade, não há a obrigatoriedade existente na educação formal.

Referências bibliográficas:

·         ROMANELLI, Otaíza de O. História da educação no Brasil. 19 ed. Petrópolis: Vozes, 1997.
·         SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas, Autores Associados, 2011.
·         http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=educa%E7%E3o
·         GOHN, Maria da GlóriaEducação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2006.

domingo, 23 de agosto de 2015

Seu artigo aqui!

Olá!!! Amigos do Blog!!


     O Blog Diário Docente está com uma novidade, agora você pode enviar seus textos para que sejam publicados aqui. 



      Se você é profissional da educação ou se identifica com esta área e gosta de escrever sobre temas voltados para a área educacional, que tal enviar um texto agora mesmo?



   Envie o trabalho para miri.msantos@gmail.com, com seu nome completo, email, endereço de site ou blog (se tiver) e seu texto será analisado e publicado. Não esqueça de colocar seus créditos no texto e de enviar somente textos originais, não copie textos de outros blogs e nem de outras fontes. Plágio é crime! Se você usou outras fontes como consulta, registre em um campo criado no final do texto nomeado como referências. 



Sinalize quando enviar seu texto para o email, escrevendo aqui nos comentários e Bom trabalho!!

A Secretaria Escolar

    A secretaria escolar é um setor muito importante para o funcionamento de uma escola. É um setor que redige, registra, organiza, mantém todos os documentos da Unidade Escolar. Não importa se é uma unidade pública ou privada, de educação infantil, de ensino fundamental, de ensino médio ou universitária, todas as unidades de ensino precisam ter uma secretaria.
   Para que o aluno ingresse  na escola, o primeiro passo é matricular-se na secretaria. Arquivo da vida escolar do aluno, transferências, trancar matrículas, registro de atas e de notas e muitas outras ações burocráticas relacionadas aos alunos, profissionais e do prédio da escola são de responsabilidade de uma secretaria. Tudo passa pela secretaria. 
   Muitos professores e outros profissionais que atuam em uma escola, mas que não tem muito acesso à secretaria da mesma, podem ter dúvidas em relação ao que se faz em uma secretaria.
   Quem trabalha numa secretaria? 
   O secretário escolar, o diretor da escola e os auxiliares administrativos.

   Listo a seguir alguns dos documentos e trabalhos realizados em uma secretaria.


  • Pastas com registros de matrícula.
  • Redige, organiza e atualiza a listagem de alunos.
  • Arquiva as atas de reuniões.
  • Redige boletins e fichas com os resultados das avaliações dos alunos.
  • Escritura livro de transferências.
  • Escritura livro de protocolos.
  • Organiza livro de ponto dos funcionários.
  • Escritura livro de requerimentos.
  • Organiza livro de ofícios recebidos e emitidos.
  • Envia correspondências.
  • Emite declarações, certificados e diplomas.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Educação e a Cidadania

       No atual contexto de globalização neoliberal, onde as desigualdades sociais se acentuam concomitantemente à universalização da escola pública, que se destaca a importância de uma educação que favoreça a questão da formação e preparo para a cidadania já nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Até porque, tornar a escola acessível a todos, que é direito garantido do cidadão, vai muito além de se expandir o número de instituições escolares gratuitas pelo país, ou seja, a escola de direito do cidadão é aquela capaz de atender as suas necessidades e prepará-lo para o exercício da cidadania.  Enfatizo a escola pública, por ser desta que se espera o atendimento educacional da maioria das crianças brasileiras, crianças estas que fazem parte de uma camada social, a qual é negada seus mais básicos direitos, como a própria educação, por exemplo, que se não é negada na garantia do acesso à escola, é negada pelo tipo de educação que essa escola lhe oferece. 
              Logo, oferecer escola para todos, por si só, não garante plenamente exercício de cidadania.  
         Essa escola universalizada precisa acompanhar e promover as transformações sociais, para que através de sua educação possa incluir cidadãos, permitir uma participação social igualitária e equitativa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Plataforma Moodle


É uma sigla de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment. Foi criada em 1999 pelo australiano Martin Dougiamas. A Moodle é um  LMS, Learning Management System, ou seja,  um sistema de gestão da aprendizagem que possibilita a publicação de cursos online e outros conteúdos multimídia e que registra todo o acesso do aluno.
Esta é uma plataforma muito interessante, com boa usabilidade e tem grande utilização pelas instituições de ensino e grupos de estudo. 
É um software livre (sob a licença de software livre GNU Public license) que permite baixar, utilizar, copiar, modificar e redistribuir gratuitamente para a criação de cursos "on-line".
A Moodle pode ser instalada em qualquer ambiente que consiga executar a linguagem PHP.
Permite realizar vários tipos de atividades interativas com os alunos, sejam elas assíncronas ou síncronas, com ferramentas de interatividade (bate-papo, fórum, wiki etc.)
É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o mundo. Encontra-se disponível em diversos idiomas, inclusive em português.
Muitas instituições adaptam a plataforma aos seus próprios conteúdos,tanto para EaD como cursos presenciais.
Em 2013 foi disponibilizada a versão 2.3 e desde 2014 está disponível para download a mais nova versão estável do Moodle (2.8). 


Acesse a Moodle

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Você é um residente ou visitante?

Estudando sobre tecnologias na aprendizagem, assisti a um vídeo de David White (https://www.youtube.com/watch?v=x9IMObcyKbo) muito interessante, que define, de acordo com a sua utilização da internet e o seu comportamento frente a este uso, os usuários em Visitantes ou Residentes online. 
Segundo estas definições, o Visitante online é aquele que faz seu login em suas contas de e-mail, rede social, blog, mas não está ali para interagir com muitos, na maioria das vezes está online mais por conta do trabalho. Tem pessoas que não gostam nem de se identificar online, eles entram buscam seus interesses e saem sem deixar vestígios. Também podem ser  anônimos ou ter nomes fictícios, podem também se identificar mas o fato é que Visitantes não tem uma personalidade digital.  Seus círculos são fechados e muitas das vezes formados por pessoas do trabalho, da escola ou de algum circulo próximo e bem conhecido. Eles não estão online para interagir com muitas pessoas mostrando suas ideias, seus pensamentos em relação a determinados assuntos, para discutir soluções para sua localidade.  Seriam esses os Visitantes.

Ao contrário do Residente, que tem uma identidade digital, ele vai ao Twitter, Facebook e outras redes informar e se informar, compartilhar utilidades públicas, debater produtivamente, mas sempre se identificando. Todos sabem quem ele é, porque está ali e quais suas convicções. O Residente interage positivamente e com certa frequência.
Aí você pode perguntar: e a segurança? Será que Residentes não correm risco de expor sua identidade? Não. Não é colocar na Web todas as suas informações, seu endereço, seus telefones, não se trata disso. Ter uma identidade digital é revelar quem você é, sua profissão, o que você pensa sobre o que está acontecendo no mundo, o que você tem feito para mudar alguma realidade, interagir com um maior número de pessoas que tenham assuntos afins com você, sobre sua profissão, sobre o o Estado ou País que você mora.

Segundo Eric Stoller em https://www.insidehighered.com/blogs/student-affairs-and-technology/digital-identity-development,  a maneira pela qual nos envolvemos, compartilhamos, promovemos e nos apresentamos online tornou-se uma faceta importante em muitas das nossas vidas. Não é mais vista como algo separado da "vida real", identidade digital de um indivíduo está intrinsecamente ligado à sua identidade global. Desenvolver a capacidade de utilizar os canais de comunicação / interação digital não é sobre a retórica empoeirada de "nativos" versus "imigrantes".

Para entendermos melhor, vamos pensar em uma Praça do Centro de uma cidade turística e muito visitada por pessoas de todos os lugares. 
Nesta praça têm pessoas que estão ali trabalhando, colegas de trabalho  ou de escola se divertindo depois do expediente ou até mesmo na hora do almoço ou lanche, tem pessoas pedindo ajuda para alguma causa importante, mostrando suas artes, sentados nas portas de suas casas, mas tem também àqueles que estão ali para visitar aquela cidade, esses passam sozinhos ou acompanhados dos seus. Eles apenas passam, podem passar várias vezes ali, mas não são dali, não se sabe quem são. Os primeiros podem ser comparados aos Residentes online e os do segundo exemplo aos Visitantes online.

E você? Como tem usado sua internet? De que forma acha melhor usar?

Aqui vai mais um vídeo de White sobre  o assunto:



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mooc: você sabe o que é?

Moocs são cursos geralmente gratuitos, via internet, que permitem a participação de uma grande quantidade de estudantes.

Mooc (lê-se muque ou em português: moque) é a abreviação de  Massive Open Online Course.

Com a expansão e consolidação da Educação à Distância, cada vez mais surgem novidades nesta área.

Os Moocs são a versão online daqueles cursos de extensão que são oferecidos na forma presencial por universidades, escolas e outras instituições, com o diferencial de poder matricular um número ilimitado de participantes.

Em 2009, foram organizados os primeiros MOOCs, com base na ideia dos conectivistas.

Conectivismo, segundo definição na Wikipédia, é uma teoria de aprendizagem utilizada em ciência da computação que se baseia na premissa de que o conhecimento existe no mundo ao contrário do que rezam outras Teorias da Aprendizagem que afirmam que simplesmente existe na cabeça de um indivíduo. A Teoria do Conectivismo foi desenvolvida por George Siemens e Stephen Downes.

Eu como adoro aprender, estou sempre matriculada em algum curso e com os Moocs minha vida ficou bem facilitada, assim posso estar matriculada em mais de um curso, os quais posso cursar na minha casa a partir do meu computador.

Mas a participação do Brasil ainda não é tão grande, desta forma você encontrará muito mais cursos em inglês do que na nossa língua portuguesa. 

MAS VALE A PENA!!! Aprender é sempre muito bom. Tem cursos de tudo e para todos os gostos.



Para quem ficou interessado, seguem alguns sites que eu utilizo e que concentram cursos Moocs para você escolher.  Bons estudos!







Mais leituras:



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tecnologias na Aprendizagem

Tecnologias na Aprendizagem

Em tempos atuais, não há como não considerar o uso das tecnologias para qualquer atividade, não é verdade? Afinal, elas estão presentes em todos os momentos do nosso cotidiano. 

No passado, não tão distante assim, era muito comum presenciar pessoas com lápis ou canetas fazendo anotações em cadernos, agendas, livros, outras registrando seus pensamentos, escrevendo suas cartas, realizando seus planejamentos, corrigindo provas e muitas outras atividades que exigem a escrita. Porém, atualmente, este cenário vem modificando dia após dia, cartas quase não são mais escritas à caneta, pois tal comunicação foi substituída pelos e-mails, comunicação pela Internet e grande utilização de redes sociais. Os cadernos de pensamentos e diários deram lugar aos blogs e também redes sociais. Com o advento da EaD - Educação a Distância ou semi presencial - muitas provas são aplicadas online, o que também reduz as correções à caneta. Enfim, são muitas as utilizações para as tecnologias atuais.

Bem... vamos refletir um pouco?

Como a escola tem, se tem,  trabalhado com estas tecnologias? Ignorando-as dentro de sala de aula ou aliando o trabalho pedagógico a elas?

E como anda o acesso às tecnologias no Brasil? E a nível escolar? As escolas têm acompanhado as mudanças ocorridas na sociedade? O que precisa ser feito ainda?

Enquanto pensamos nestas questões,  vamos conhecer um pouco de como a utilização de algumas ferramentas que permitem que as tecnologias possam ser utilizadas a favor da educação e do trabalho pedagógico.



  • Blogs - são páginas onde pessoas escrevem sobre diversos assuntos de seus interesses e publicam na internet para que outros leiam, opinem, deixem recados e etc. Esta é uma ferramenta que o professor pode utilizar com seus alunos seja como fonte de pesquisas, como debates de assuntos que foram ou serão trabalhados com eles, criar enquetes, e outros usos que o professor e sua turma encontrarem para dinamizar e enriquecer as aulas ;



  • Site - é um conjunto de páginas que oferecem informações específicas, é uma ótima fonte de pesquisa, desde que analisado cuidadosamente para conferir sua confiabilidade, assim como qualquer outra fonte de pesquisa;



  • Redes Sociais Online - são redes formadas por pessoas com interesses diversos, por exemplo: profissionais, relacionamentos, jogadores, trocadores de coisas (tipo vizinho online), etc.  As redes de relacionamentos tem virado febre atualmente, as pessoas vivem conectadas postando, adicionando, comentando, compartilhando;
E o professor pode "entrar nessa onda" também, aproveitando o grande interesse que essas redes proporcionam e associá-las ao seu trabalho pedagógico. Podem ser criados grupos para determinados assuntos ou disciplinas para debates extra-sala ou até mesmo dentro de sala. Também podem ser fontes de consultas.



  • Sistema de Respostas de alunos - são ferramentas que permitem que o professor crie questões e deixem em aberto para os alunos responderem por um tempo determinado. Pode-se criar também conferências;



  • Wikipédia - é um site que é construído colaborativamente. é um projeto que permite que qualquer pessoa com login crie e melhore os textos formando uma grande enciclopédia. Pode ser utilizado como um ponto de partida para consultas;



  • Google Docs - é um conjunto de aplicativos da Google que tem o objetivo de criar documentos online de forma colaborativa em tempo real sem precisar salvar em um computador, fica tudo online para quem você estipular acessar. É um ótima ferramenta para criar textos coletivos em sala e outras atividades nas quais os alunos possam ao mesmo tempo dar suas contribuições;



  • Plataforma Moodle - é um ambiente virtual de aprendizagem - AVA - gratuito, que  são utilizados para a criação de cursos online. Pode ser utilizado para cursos de educação a distância ou para explorar determinados assuntos com mais profundidade;



  • E-mail - também é um ótimo recurso para contactar e interagir com os alunos, quer sejam da educação a distancia ou do ensino regular.

Essas são algumas ferramentas que podem aprimorar e muito as aulas, dinamizando-as e fazendo com que os alunos tenham mais interesse e prazer na aprendizagem.

Até o próximo post,
Miriele

Mais leituras:

http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/07/novas-tecnologias-facilitam-aprendizagem-escolar
http://www.sfm.pt/elearning/moodle-plataforma-moodle/
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FBackchannel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Boas-vindas
http://www.google.com/docs/about/


http://turningtechnologies.com.br/br/sistemas-de-resposta-interativa/visao-geral-de-tecnologias/item/171-que-sao-sistemas-de-resposta-dos-alunos

sábado, 24 de março de 2012

TENDÊNCIA NEOLIBERAL NA GESTÃO ESCOLAR


       De acordo com PARO(2001), a administração escolar diverge da administração capitalista, tendo a especificidade de construção da humanidade do educando. Essa especificidade da educação cria divergência entre administração escolar e administração capitalista. Paro infere que a princípio na sociedade capitalista, a aula é considerada de fato o produto do processo de educação escolar, como serviço prestado pela escola, tanto público como particular e as avaliações são tanto boas ou ruins. Porém em um estudo mais ponderado podemos pensar que aula na verdade não é produto do trabalho, mas o próprio trabalho pedagógico.    
        Segundo GENTILI (2002), referindo-se a Castel (1997), mesmo depois de 20 anos de ajustes neoliberais ainda acontecem formas de exclusão escolar, destacando que há de se “educar na esperança em tempos de desencanto” (p.33). Ficam evidentes concepções que nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática, pois se faz necessário que este gestor promova formas de fazer com que a comunidade participe mais da vida escolar.
        Ao invés de juntar-se a escola para pressionar o estado, deixa-se manipular por políticas neoliberais que não estão nada preocupadas em sanar os problemas que marginalizam e excluem.
        As concepções presentes nos estudos de GENTILI nos fazem repensar o papel do gestor escolar enquanto gestão democrática. A escola precisa envolver a comunidade para que a mesma possa participar mais.
        Nos reportando a CATANI & JÚNIOR (2000), que tratam da política e gestão da educação, ao citarem GRAMSCI, que diz: "Se quisermos de fato salvar a escola, não podemos nos contentar em administrar, precisamos dirigi-la”.  
        Segundo CATANI & JÚNIOR (2000), a crítica das escolas atuais expressa muito mais o passado do que o desafio do presente.
        A escola precisa  estruturar-se com alunos, professores, pais e familiares. Os agentes da gestão escolar e educacional deverão atuar muito mais como administradores do que dirigentes.
        Administrar bem, dirigir e governar as escolas são recursos de que necessitamos para a dimensão do trabalho.
        ESTEVÃO(2000)  coloca o gestor como líder , defensor da educação, no entanto, no domínio da educação deve haver espaço aberto para confronto democrático e escolar justos.
        A gestão é sujeito de contradição no sentido crítico quando não existe um contexto democrático, apostando assim na construção de uma escola de qualidade, subordinada a padrões de justiça e humanização onde todos participem.      
        Segundo ALEM (2002), o neoliberalismo trona-se domínio e responde a crise no Estado Nacional causado pelo processo de globalização com interligações crescentes por meio de comércio e tecnologia.
        É necessário que a reforma aconteça para que não venhamos ficar de fora desta nova ordem mundial; que tem como objetivo educação, escola, preparação para o trabalho, tornando a escola uma indústria cultural da informática.
        Acontecendo assim uma regressão na escola pública, na visão de ALEM(2002) vendo então alunos, pais e comunidade são vistos como consumidores. ”A escola não é um negócio qualquer, sim boa administração.” (p.52e53)
        É preciso que tenhamos uma gestão escolar preocupada em qualidade e os gestores e professores devem ser eficiente para competir no mercado. ...”Sempre com visão crítica direcionada as tendências presentes no sistema educacional...” (p.54e55). ALEM (2002).  

Referências bibliográficas

      SILVA, Celestino da. ET ALLI. Infância, Educação e           Neoliberalismo. 3ªed. São Paulo: Cortez, 2002. (coleção    questões da Nossa Época; V.61).
     GENTILI, Pablo. Educar na Esperança em tempos de desencanto. 2ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2002.
     NEVES, Lúcia M.W. Uma Nova divisão de trabalho na Educação. Rio de Janeiro: Papéis de Cópia, 1997. (p 77-105) Brasil, Ano 2000. 
     PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. Ática: São Paulo 2001.
     ALEM, Sônia Marrach. Infância, Educação e neoliberalismo. Cortez: São Paulo, 2002. 
     ALVES Alda Judith. Caderno de Pesquisa. São Paulo (77): 53-61, maio 1991. 

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